Laçamento do livro “De Sobral à Índia”

capa 300-300Autor Fabrício Surya

Data:  26/07/2018

Horário: 19h

A perspectiva do infinito

Quando cientistas da Inglaterra, Estados Unidos e do Brasil olharam para o céu, em Sobral, no Ceará, um menino soube da existência do cosmos. Era 1919. Aquele eclipse verdadeiro, que ajudou Einstein a provar a Teoria da Relatividade, despertou em José a vontade de conhecer o infinito.

O livro “De Sobral à Índia – a odisseia cósmica de um cearense quântico” conta a história desse menino que viveu aventuras desde o ventre de sua mãe e, durante o eclipse de Sobral, encontrou um inglês que será sua estrela guia.

O contador de histórias Fabrício Surya, engenheiro florestal de formação candanga, mas nascido carioca, tece a narrativa de José e suas descobertas na paisagem de acontecimentos reais, de Sobral, à Índia. Personagens cruzam suas histórias moldando o destino de cada um, formando os trilhos para revelações pessoais e universais.

SINOPSE

O que aconteceria… Se um menino com uma natureza insólita e doce, nascido de um romance inocente como o sono dos anjos, mas encerrado com um cego golpe do destino, estivesse num evento cósmico no qual se tornaria irmanado às estrelas e, ao mesmo tempo, encontrasse um tutor que preencheria um vazio em seu peito?

Essa é a história de José. Um aventureiro e sonhador desde o ventre de sua mãe. Uma doce flor do Nordeste que precisou se desvencilhar dos espinhos e aridez de homens sem alma, que tentaram lhe tirar tudo, mas que graças àquelas pessoas únicas conseguiu suportar tais abrolhos e recomeçar uma nova vida.

Amor, sabedoria e conhecimento trouxeram para o crescimento do menino uma formação saudável, o que lhe deu asas à imaginação. Sonhador e curioso, algo o levava a crer que existia algo a mais, além daquilo que se pode compreender apenas com a mente. Junto com sua mãe, o destino os empurrou para deixarem uma vida para trás, à princípio para apenas sobreviver; mas depois, o mesmo destino mostrou-se um benfeitor: ambos encontraram uma vida nunca antes imaginada. Suas aventuras vão desde fuga, premonições, encruzilhadas, dor até que um evento começa a iniciar um novo ciclo: o eclipse de Sobral, ocorrido em 1919.

A palavra família ganha um novo conceito, novos membros e o sentimento pacífico do ninho bem cuidado. José, antes sem uma figura para lhe mostrar o caminho, ganha um novo amigo: um coronel inglês que viera “observar” o eclipse e, sem querer, se afeiçoa ao pequeno garoto que, por sua vez, também deixa seus olhos crescerem em admiração pelo estrangeiro.

A bagagem deste homem das terras da rainha não vem somente com roupas: traz sua missão discreta e as experiências vividas na Índia quando foi obrigado servir em Calcutá – algo que o transformou para sempre. E ao encontrar o pequeno José, o destino também traz decisões difíceis e novos rumos para a vida do coronel William e sua esposa brasileira.

Este livro narra desde como os pais de José se conhecem até este chegar à pré-adolescência. Como ambientação temos acontecimentos e lugares reais que se confundem na “voz” do narrador. Uma preparação para os protagonistas viverem com mais intensidade o futuro que lhes pertence.

autor 900-700PEQUENA BIO

Nascido no Rio de Janeiro, com raízes Cearenses e Portuguesas, e formação Candanga. Criei-me em Brasília que, nascida de um sonho, abriga as capitais mundiais e os anseios de um povo. Sou formado em Engenharia Florestal e Pós-Graduado em Segurança Pública, mas meus maiores aprendizados foram com pessoas, neste planalto central, sem formação acadêmica, porém detentoras de diploma que dinheiro nenhum é capaz de comprar: o da arte de viver.

E é essa arte que procuro aprimorar, desde que me reconheci como pessoa. Antes de chegar a esse ponto, me aventurei pelos tortuosos caminhos cujo fim é o sofrimento. E ,deste, corri para os braços de um Pai amoroso, como o filho que retorna depois da prodigalidade. E um novo caminho se descortinou.

Nascia em mim uma ânsia por descobrir o que era tal amor, tão grande e incondicional. Foi esta estrada que escolhi. Com altos e baixos, mas com um saldo sempre positivo se usarmos uma boa lente para o foco. Aos poucos, esse amor foi se mostrando no silêncio que poderia se traduzir na poesia. Depois notei que a poesia poderia ser comunicada; não apenas na escrita, mas em pensamentos, palavras e atos também. Comecei a escrever muito cedo, mas nunca em grande quantidade.

Atualmente sou servidor público federal do poder judiciário e ensino meditação, tanto no ambiente corporativo do meu trabalho quanto fora dele – uma grande honra. Tenho dois pequenos companheiros, um casal de filhos adoráveis (que entram no rol de professores meus), e uma companheira amada; procuro com todas as minhas forças trilhar o caminho do meio: trazendo o Céu para a Terra e resgatando a sacralidade da vida cotidiana.