Lançamento do filme documentário “Encantadas”

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Na ocasião do Dia Internacional dos Direitos Humanos e das comemorações dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o Centro Feminista de Estudos e Assessoria – CFEMEA e o Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos realizam o lançamento do filme documentário Encantadas – Mulheres e suas lutas na Amazônia e do dossiê Vidas em Luta – Criminalização e violência contra defensores de direitos humanos no Brasil.

Dia 10/12 às 18h

Local: Auditório do Sebinho – Cultura e Gastronomia

SCLN 406, Bloco C. Asa Norte, Brasília/DF

O documentário Encantadas – Mulheres e suas lutas na Amazônia retrata a resistência das mulheres defensoras de direitos humanos em diversos territórios da Amazônia. Indígenas, quilombolas, ribeirinhas, pescadoras, agricultoras, as mulheres amazônicas lutam pelo reconhecimento de suas terras, pela preservação das águas, pelo direito de viver bem, em harmonia com a natureza, e por respeito às suas culturas e seus modos de vida. Mobilizadas e mobilizadoras de suas comunidades, elas resistem à pressão dos megaprojetos e latifúndios sobre seus territórios, à destruição da floresta e à mercantilização da Amazônia, que geram consequências desastrosas para as suas vidas e as suas comunidades. Reagem e rejeitam o lugar de submissão que lhes é imposto e reafirmam a autonomia sobre seus corpos e seus territórios, enfrentando ameaças e as mais variadas formas de violência.

O Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (CBDDH) é uma articulação composta por 34 organizações e movimentos sociais do campo e da cidade que, desde 2004, acompanha a temática e atua na proteção às defensoras e defensores de direitos humanos em situações de risco, ameaça, ataque e/ou criminalização em decorrência de sua militância. A segunda edição do Dossiê Vidas em Luta – Criminalização e violência contra defensores de direitos humanos no Brasil, traz um conjunto de artigos que retratam o modo como a violência e a criminalização contra defensoras e defensores de direitos humanos segue aumentando e ocorre de maneira sistemática no Brasil. A violência contra comunidades tradicionais, indígenas, ribeirinhos, trabalhadores/as rurais sem-terra, população LGBTI, moradores/as de periferias, povos de terreiros, são alguns dos casos relatados na segunda edição do Dossiê. As mulheres defensoras, também, são cada vez mais vítimas dessa violência. O caso mais recente e mais emblemático foi o de Marielle Franco, vereadora na cidade do Rio de Janeiro, assassinada em março de 2018. Sua morte é uma clara expressão da violência de quem pretende calar e intimidar as mulheres que defendem direitos humanos.